Depois de um ano atípico, entre em 2021 com as finanças pessoais organizadas

Mais de sete mil milhões de pessoas querem ver-se livres de 2020. Se isto não for título de notícia no dia 31 de dezembro, pelo menos tem o condão de capturar a verdade de um desejo comum a toda Humanidade.

Atípico é o menos que se pode dizer de 2020. Os doze meses deste ano assemelham-se a um ovo kinder surpresa com a diferença que as surpresas que cada hora nos reserva parecerem ter saído de um filme de Tarantino.

Depois de toda a incerteza que este ano nos reservou, esperamos que 2021 nos traga a paz entretanto perdida, uma paz que passa por coisas que não estão nas nossas mãos e outras que ninguém mais pode fazer por nós como a organização das finanças pessoais.

Para o ajudar a entrar em 2021 com o pé direito e o bolso mais recheado, vamos deixar-lhe alguns conselhos financeiros que vão dar folga ao seu orçamento familiar.

Entrar em 2021 com as finanças organizadas

Organização implica, antes de qualquer outra coisa, a racionalização dos recursos disponíveis. Essa racionalização passa pela análise e balanço do que gastou este ano e pela elaboração de um orçamento que elenque claramente as suas despesas e receitas mensais mais previsíveis durante o próximo ano.

Tal como a fábula da cigarra e da formiga, o importante é a antecipação. Este ano fez-nos perceber a importância de uma preparação financeira prévia, por isso deixa sempre uma margem de segurança aquando da elaboração do seu orçamento para despesas inesperadas.

Listas de compras, olho nas promoções e poupanças no consumo de água e eletricidade, são algumas das outras coisas que poderá fazer, mas existem mais. Vejamos quais:

Juntar todos os seus créditos num só

Os créditos podem ter um impacto profundo no orçamento familiar. Quanto mais créditos possuir, maior será a sua taxa de esforço. Isto significa que terá menos dinheiro disponível para as outras despesas mensais.

A taxa de esforço indica qual é o peso (em percentagem) dos empréstimos de uma pessoa no seu rendimento mensal e é calculada através da divisão das prestações dos créditos pelo rendimento total disponível todos os meses pelo seu agregado familiar.

Se a percentagem ultrapassa os 33%, chegou a altura de juntar créditos e transformá-los num só. Esta estratégia de poupança financeira dá pelo nome de consolidação de créditos e vai permitir-lhe baixar a percentagem da sua taxa de esforço.

Com um crédito consolidado, ao invés de ter duas ou três prestações mensais para saldar, ficará com apenas uma única mensalid

Por exemplo, ao optar por uma solução existente no mercado, como o crédito consolidado Unibanco, tem ao seu dispor um simulador de crédito consolidado para montantes e prazos que variam, respetivamente, entre os 5 mil e os 75 mil euros e entre os 24 e os 84 meses.

Reavalie e renegoceie contratos

Caso possua um crédito à habitação, repare no seu extrato e veja qual o spread que o banco lhe está a cobrar. Se o valor for superior a 1,5%, chegou a hora de renegociar.

O mesmo acontece para os seus serviços de comunicações e contratos de energia e gás.

Avalie o seu consumo de televisão, telemóvel e Internet, por forma a renegociar o seu pacote de telecomunicações para uma solução mais ajustada e vantajosa.

Na área da energia, se entende que está a pagar demais pela eletricidade ou pelo gás, recorra a um simulador de preços de energia para comparar os preços da eletricidade e do gás natural nos diversos fornecedores.

Procure taxas de juro mais baixas

Alguns bancos cobram taxas de juro muito altas. Se for o seu caso, procure um banco que seja mais adequado aos seus objetivos de poupança. Calcule a sua taxa de esforço, ela é o melhor indicador do estado de saúde das suas finanças.

Pondere alterar o seu seguro crédito habitação, uma possibilidade ainda desconhecida por muitas pessoas.

Segundo a Lei portuguesa, o tomador do seguro não precisa do consentimento do Banco (o credor) para celebrar um novo contrato de seguro crédito habitação. Faça simulações e decida. Muitas vezes a mudança de seguro acaba por sair mais barata para o tomador do seguro.

Invista num PPR

Pode parecer um contra-senso enquanto falamos de poupanças, mas é uma boa forma de impor regras ao seu orçamento anual e ainda poupar para a reforma. Além de amealhar para o futuro, começa já a poupar, uma vez que os valores aplicados anualmente em PPR são dedutíveis até 20% no IRS e, no momento do reembolso, beneficiam de taxas de imposto mais reduzidas.

 

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