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Viagem à Tailândia: Banguecoque

Viajar até à Tailândia sempre foi um dos meus sonhos, mas a verdade é que haviam sempre outros destinos que surgiam e acabavam por ficar em primeiro lugar. Talvez por ser uma viagem longa e que nos exigia pelo menos duas semanas para conhecer alguns dos locais mais bonitos deste país. Para além disso, com filhos pequenos é sempre mais complicado, tanto a nível de orçamento como de gestão de tempo. Mas desta vez, lá nos decidimos e viemos à aventura conhecer este país asiático.

A viagem à Tailândia foi marcada com um ano de antecedência. Procurámos os melhores preços e hotéis acessíveis de forma a que não tivéssemos problemas com as crianças, principalmente, no que diz respeito à alimentação. O nosso grande receio era a nossa filha mais nova, uma vez que é alérgica a todos os frutos secos de casca rija, por isso, tínhamos muito medo que acontecesse algum imprevisto, visto que grande parte dos pratos tailandeses incluem este tipo de alimentos. Mas a verdade é que existe muita oferta na Tailândia. É sem dúvida um país preparado para receber bem os turistas sempre com um grande sorriso na cara. Não é por acaso que apelidam a Tailândia de país dos sorrisos.

Outra das grandes preocupações recentes era o coronavírus. A Tailândia estava no top 3 de países com mais casos a nível mundial, por isso, levámos máscaras cirúrgicas e desinfectante para as mãos. Houve sempre um cuidado redobrado com a higiene e em locais mais movimentados andávamos sempre de máscara. Parecíamos a equipa de cirurgiões (nós e os tailandeses) 😂.

O meu modelito está demais, mas foi o que se arranjou para tapar as pernas!!! 🤣😂🤣

A nossa viagem começou de madrugada quando fomos apanhar o primeiro voo a Madrid (visto ser bem mais barato do que um voo de Lisboa ou Porto). De seguida, fizemos escala em Zurich, na Suíça e aí apanhámos o voo para Banguecoque. A viagem foi feita de noite e só chegámos a Banguecoque às 10h30 do dia seguinte. Foi difícil adaptarmo-nos ao horário, visto que são mais 7 horas do que em Portugal.

Logo que chegámos ao hotel, fomos descansar e à noite aproveitámos para conhecer o Asiatique The Riverfront, muito conhecido pelas suas famosas barraquinhas e restaurantes tailandeses que fazem as delícias dos turistas. Jantámos junto ao rio, passeámos e de seguida voltámos para o hotel.

O segundo dia, foi reservado para conhecer o Grand Palace. Como tínhamos de apanhar um táxi, utilizámos a aplicação Grab (Uber Tailandês). Os táxis na Tailândia são relativamente baratos, mas há sempre aqueles que nos querem “passar a perna”, por isso, esta aplicação é muito mais segura. Também chegámos a encomendar várias vezes comida a partir do Grab e entregavam no nosso quarto de hotel. Tudo muito prático visto que as crianças não aguentam andar sempre para todo o lado.

No Grand Palace tivemos de cobrir pernas e ombros para entrar. Eu improvisei e coloquei um lenço nas pernas mas no local existem saias para alugar. Visitámos vários templos e conhecemos um pouco da cultura tailandesa. Vimos Budas, incluindo o Buda deitado que era ENORME e muito bonito. As fachadas dos templos eram todas trabalhadas e com muita cor. Apesar de estar imenso calor, as crianças gostaram da visita e de explorar o Grand Palace.

No segundo dia da parte da tarde decidimos conhecer um pouco das ruas tailandesas com os seus mercados, cheiros e cores. Tínhamos previsto ir a Chinatown mas devido ao surto de coronavírus, decidimos que não seria o melhor local para levar as crianças. Por isso, passámos por lá apenas de tuc tuc. E que aventura! Na Tailândia existem imensas tuc tuc e os condutores são um perigo em pessoa. Para além de aceitarem levar mais passageiros do que seria permitido (também acontece nos táxis), andam sempre numa bolina o que os torna num meio de transporte tudo menos seguro! Eu já só via a minha vida a andar para trás!!!

No terceiro dia, visitámos um parque de diversões em Banguecoque, pois para as crianças, uma viagem sem parque de diversões, nem é viagem. Decidimos conhecer o Dream World, que é um parque que fica perto da cidade e que oferece vários tipos de diversões, desde carrocéis a escorregas aquáticos, atrações 4D e um pavilhão com diversões na neve. Como era de esperar, as crianças adoraram e foi um dia muito bem passado, quer para eles, quer para nós, Pais. A vantagem deste parque é que não tem grandes filas de espera para esturrar ao sol e num só dia consegue-se andar em quase tudo.

Resumindo, do que nós conseguimos ver de Banguecoque, é uma cidade muito grande, muito agitada e com um trânsito caótico, onde o primeiro a chegar é o que se safa. Apesar da agitação, os tailandeses são um povo muito tranquilo e cheio de sorrisos para oferecer. Todos nos tiravam fotografias ou se metiam connosco pois ficavam admirados por termos quatro filhos. Banguecoque é sem dúvida uma cidade muito diferente de todas as grandes cidades por onde já passámos. Parece que estamos dentro de um “pequeno bairro” onde toda a gente se conhece e está pronta a ajudar o próximo. Acredito que nós, ocidentais, temos muito a aprender com os tailandeses!

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