O que é Ser Pai? (aos olhos de uma Mãe)

O papel do Pai tem vindo a sofrer grandes alterações nas últimas décadas. Longe vai o tempo em que o Pai era aquele ser “limitado” que servia apenas para procriar e manter a família financeiramente. Hoje em dia o Pai é um elemento essencial na educação das crianças.

É cada vez mais comum tanto o Pai como a Mãe trabalharem fora de casa, por isso, as tarefas domésticas e os cuidados dos filhos também devem ser partilhados. Muitos pensam que foi só o papel da Mulher que mudou com a sua emancipação. Mas enganam-se! Também o papel do Pai se tornou muito mais árduo. Este começou a ganhar mais responsabilidade em casa e passou a estar mais presente na educação dos filhos. Hoje em dia, é quase exigido aos Pais que façam tanto como as Mães. Ou então, estão sujeitos às reclamações dos defensores da Igualdade de Género (que são maioritariamente Mulheres).

Todos sabemos que o papel do Pai difere (muito) do da Mãe. Mas ambos são muito importantes no que diz respeito ao crescimento e educação dos filhos. Se a Maternidade é boa mas difícil, também a Paternidade não fica atrás. É uma tarefa que exige maturidade, dedicação e muito esforço.

Tinha prometido (neste texto sobre o que “É ser Mãe”) que fazia um artigo sobre o que “É ser Pai”! Não podia ter escolhido melhor época. O dia do Pai está próximo, por isso, será uma dedicatória a todos os Homens que vivem ou viveram as peripécias da paternidade. É claro que este artigo terá um toque feminino. Neste caso, um toque de uma Mãe de quatro filhos que vive e observa diariamente um Pai de quatro. Este texto é uma homenagem, mas acima de tudo, uma amostra do que (para mim) um Pai faz ou deveria fazer.

Ser Pai é (antes do bebé nascer):

  • Continuar a fazer a sua vida de solteiro;
  • Achar que depois do bebé nascer vai ser tudo muito fácil;
  • Dar espaço à Mãe grávida (MUITO ESPAÇO, principalmente na cama);
  • Acompanhar a Mãe grávida para todo o lado com medo que ela se magoe ou que o bebé decida nascer mais cedo;
  • Ter de ouvir os queixumes da futura Mãe. Ou porque lhe doem as costas, ou porque lhe dói a cabeça, ou porque está enjoada, ou porque se sente pesada… Ele deve ouvir e pronto! Deve apenas abanar a cabeça como quem concorda com a coisa e está solidário com ela;
  • Passar a mão na barriga da Mãe para sentir o seu rebento (apenas quando tem sorte, porque ele nem sempre se mexe);
  • Frequentar as aulas de preparação para o parto e aperceber-se que afinal, as coisas podem não ser assim tão fáceis (começando por trocar uma simples fralda);
  • Ter de dar a mão à Mãe durante o parto e, de preferência, ficar calado (para que a Mãe não o insulte durante as contrações) à espera que o filhote nasça;
  • Ficar preocupado com a futura Mãe enquanto assiste ao seu sofrimento durante o parto e sentir-se completamente impotente por não conseguir fazer nada;
  • Ser massagista. Sempre que a Mãe grávida precisa lá vem ele fazer uma massagem.

Ser Pai é (depois do bebé nascer):

  • Amar incondicionalmente;
  • Perceber que, afinal, cuidar de um bebé não é uma tarefa nada fácil, muiiittoo pelo contrário;
  • Abdicar da sua vida de solteiro, das idas ao futebol, dos jantares com os amigos e das idas ao cinema só para estar com o seu rebento;
  • Preparar-se para viver “a mil”;
  • Fingir que está a dormir para não ter de se levantar durante a noite quando o bebé chora, ou levantar e andar em “piloto automático”, tal é o cansaço;
  • Ajudar a mudar a fralda, a arrotar, a dar banho, etc. Enfim, dar espaço à Mãe! Tentar cuidar do bebé para que a Mãe possa ter algum tempo para ela.
  • Continuar a ouvir os queixumes da Mãe. Ou porque está cansada, ou porque está gorda, ou porque ele não ajuda nada (mesmo tendo feito mil e uma coisas e estando constantemente a perguntar o que é preciso fazer);
  • Discordar da Mãe várias vezes sobre a educação dos filhos;
  • Aprender todos os dias e ter alguém para ensinar. O Pai projeta uma imagem que será refletida nas ações dos filhos;
  • Voltar a ser criança! Ele tem de jogar, ele tem de correr, ele tem de brincar, ele tem de andar de bicicleta (eu até já estou cansada só de pensar!). Tudo para fazer companhia ao filho, já que a Mãe está sempre muito ocupada;
  • Passar a ser “burro de carga”. Ora leva o “ovo”, ora leva os sacos, ora leva a criança, ora leva o carrinho. O Pai carrega com tudo porque ele é “mucho macho”!

Enfim, Pai sofre!!!

Aos olhos de uma Mãe de quatro, para se ser um bom Pai tem de se ser primeiro um bom marido. Ou melhor, um marido com “M” grande. Um exemplo para a criança! Só assim o seu filho poderá crescer numa casa estável e harmoniosa. Por isso, o Pai deve trabalhar para criar uma união sólida. Automaticamente, se tornará um GRANDE PAI!

P.S. Este artigo é dedicado a todos os Pais do Mundo, mas em especial, aquele Pai com quem convivo todos os dias, que nos atura (a mim e às crianças) e que mantém fortes os alicerces da nossa família! FELIZ DIA DO PAI! 🙂

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