Desculpe, não sou (MÃE) perfeita!

Quem me conhece sabe que sou uma pessoa pacífica. Tão pacífica ao ponto de não me chatear com QUASE NADA. Não sou pessoa de guardar rancores, nem remorços. Se hoje estou mal, amanhã estarei impecável! Mas entre o “QUASE” e o “NADA” existe uma fosso que pode ser estreito mas fundo! Muito fundo! Por isso, tal como na maior parte das pessoas, de vez em quando também me “salta a tampa”! O problema é que quando me “salta a tampa”, “salta-me MESMO a tampa” e não há outra que encaixe! A minha técnica é a do INSPIRA, EXPIRA, INSPIRA, EXPIRA! Mas, por vezes, nem assim lá vai! Desculpe, não sou (MÃE) perfeita!

Ao longo dos anos, tenho vindo a reparar que o meu saco de acumular “bolas” tem vindo a aumentar. Neste momento posso dizer que está GRANDE! Bem GRANDE! Já não sou tão impulsiva e tento refletir muito bem antes de agir (isto, claro, depois de inspirar e expirar umas quinhentas vezes). Mas como todo o saco, o meu também tem limites! E quando está prestes a rebentar, meu amigo, nada feito! Muitas vezes tenho vontade de arranjar logo um segundo saco mas penso que seria demasiado peso para a minha pobre coluna escoliótica! Nesse caso, a única solução é mesmo começar a vazá-lo. Digo o que tiver a dizer e, logo, logo, o saco fica novamente pronto para voltar a acumular durante MUITO e MUITO tempo. Qual programa de dieta! Esta receita é infalível! Sinto-me logo com uns quilos a menos! Resumindo, sou tolerante, mas calma aí! Por isso desculpe, não sou (MÃE) perfeita!

Quando o assunto são os meus filhos, o saco geralmente é curto! Bem mais curto! Se alguém lhes quer mal, aqui não há falinhas mansas nem passar a mão no pêlo! Quando me chega a mostarda ao nariz afiam-se logo as garras e…ZÁS! Por isso, desculpe porque não sou nem MÃE, nem MULHER perfeita (e tenho a plena consciência que os meus filhos também não o são)! Mas a Mãe serve para isso, ou não?

Sou exigente comigo mesma, mas cada vez menos com os outros (é a minha auto-defesa para não me desiludir). Para mim, não há culpa maior do que falhar e ser injusta! Mas quando isso acontece (sim, porque sou humana), gosto que me digam para o poder reconhecer e ter oportunidade de me desculpar. Gosto de pessoas sinceras e que me façam críticas construtivas. No início custa a ouvir mas são excelentes para refletir! Por isso desculpe, mas não sou (MÃE) perfeita!

Reconheço as minhas falhas, e não há dia em que não cometa erros. Mas nesta “rua estreita”, o meu objetivo é olhar em frente, caminhar e tentar não tropeçar. Tolerar e ser mais paciente! Enquanto Mãe tento fazer o meu melhor, mas tenho a noção que o percurso é longo, acidentado e muito espinhoso! E que estou longe, mesmo MUUUIIITTTOOO longe de algum dia poder vir a ser uma verdadeira (MÃE) PERFEITA!

Um Feliz Dia da Mãe!

(para as Perfeitas e para as Imperfeitas)

Deixar uma resposta

Também Pode Gostar